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MARIELLE RAMIRES
Ativista e Fundadora da Mídia Ninja

dezembro de 2021
Isabella Moura

Mídia Ninja é o nome do movimento brasileiro de ativismo mediático com mais seguidores no Brasil. A organização que conta com mais de quatro milhões de seguidores no Instagram, mais de dois milhões no Facebook e cerca de um milhão no Twitter foi pensada a partir da proposta de monitorar o "Brasil profundo" através de uma dinâmica de cobertura colaborativa. O projeto surgiu em 2011 e invadiu as redes sociais com a cobertura dos protestos que  marcaram a  história da  política brasileira nos últimos anos.

A propósito da COP26, que aconteceu entre outubro e novembro deste ano em Glasgow, vários representantes do projeto estiveram no evento seguindo depois numa tour por vários países europeus para continuar a discutir a agenda climática,, incluindo Portugal. Foi na Praça do Martim Moniz, que a QI News falou sobre clima, política de gestão das florestas brasileiras, e muitas outras coisas com Marielle Ramires, uma das fundadoras do projeto de media ativismo brasileiro.

*Entrevista em português do Brasil

Vocês já estiveram na COP, na última edição que foi em Madrid, a COP25;  como surge a iniciativa de  viajarem até a um evento internacional?

Nós temos vindo a acompanhar a luta dos povos indígenas, quilombolas, das comunidades tradicionais, na luta socioambiental no Brasil. Ela hoje é decisiva para o momento em que vivemos. Quando resolvemos ir para Glasgow é para, em conjunto com esses movimentos sociais, fazermos a discussão de clima, mas na perspetiva do sul global. Fazer o que a Mídia Ninja faz no Brasil, na América Latina, em parceria, em diálogo com os povos - contar as histórias em relação à agenda do clima, em especial e com um foco muito forte, no tema da justiça climática, para fazer a discussão que a justiça climática é na verdade uma agenda que está associada à luta por direitos, à justiça social de uma maneira ampla, à luta contra a desigualdade, à luta pela democracia, a luta por compreender que esses povos que estão nos territórios, eles estão no centro da agenda. É fundamental, além de contar essas histórias a partir da perspetiva deles, colocá-los  no centro de decisão, no que se refere, por exemplo, à construção de toda a discussão e políticas que vêm sendo debatidas e construídas em relação à agenda climática. Tem uma agenda muito forte em relação a perdas e danos, tem uma agenda muito forte sobre transição justa que, para nós, o sul global é decisivo, ele é fundamental estar ali.

Como foi feita essa conexão com as outras plataformas e movimentos?

 

Tínhamos um diálogo muito forte com movimentos no Brasil, com organizações que faziam a luta socioambiental, que fazem trabalhos na área socioambiental e de direitos humanos também. E há também um trabalho forte na América Latina e começamos a articular a rede, para fazer uma cobertura especial da Mídia Ninja com a nossa comunidade, que convidamos para estar junto com a gente, mas também uma cobertura colaborativa ampliada com outras organizações ativistas e movimentos para conseguirmos contar essas histórias em conjunto. Muita gente ia estar lá, a ideia era cobrirmos de maneira coletiva isso e criamos três redes, basicamente, de maneira articulada e cooperada, que entendíamos que era importante. Uma rede em português com a comunidade brasileira, com as organizações ativistas, coletivos, povos indígenas, quilombolas, enfim, gente que atuava nesse campo; uma rede da américa latina com a língua espanhola e também, em parceria com a COP26 Coalition (que é uma articulação que está há cerca de dois anos organizada com 200 organizações), construímos, em diálogo com eles, uma cobertura colaborativa com a língua inglesa articulando já essa campo, mais Europa, pessoas que falam a língua inglesa. Trabalhamos focados em construir essa aliança a partir dessas três línguas, o desafio da língua é um desafio, mas foi uma experiência muito rica, porque foi um processo de troca de tecnologia muito forte no campo da comunicação, da colaboração da comunicação compartilhada, mas também uma troca política muito forte. Encontramos, por exemplo, os movimento da Inglaterra já trazendo gente de sindicatos do mundo inteiro, gente de movimentos do mundo inteiro e com uma agenda, com uma leitura, muito casada com a nossa em relação à compreensão do que representa a agenda de justiça climática, colocando a política anti-racista no centro do debate, colocando as questões feministas no centro do debate do sul global.

Você referiu que a comunicação é dialógica entre os movimentos, mas em termos de organização da própria COP como vocês viram essa troca?

 

A COP é um ambiente ainda muito fechado para governos, digo a mesa de negociações, tem ali um convidado ou outro da sociedade civil mas é um lugar absolutamente fechado, essa é, inclusive, uma das principais demandas dos movimentos sociais, de ter maior participação. Os povos indígenas querem sentar na mesa de negociação, até porque a compreensão de que «nada sobre nós sem nós» já é uma construção política que vem sendo feita por esses movimentos há bastante tempo, então eles querem estar sentados na mesa de negociação para discutir política de floresta. Como discutir floresta sem discutir com os povos indígenas nesse processo? Sendo que eles que estão lá, ou com os quilombolas sendo que eles é que vivem lá. O que foi apresentado, inclusive, foram programas que não tiveram nem consulta em relação aos povos, o que gera esse processo de revolta muito grande, porque eles não estão pedindo, eles estão exigindo participação. Essa é uma construção que vem sendo feita pelos movimentos, é uma demanda, uma exigência que os movimentos fazem, mas que ainda encontra muito pouco espaço dentro de espaços como a COP, por exemplo.

Como foi a presença de vocês lá? Vocês fizeram essa convocatória colaborativa, como funcionou em termos práticos e técnicos essa colaboração? 

Trabalhamos com duas vertentes que são complementares, a cobertura especial da Ninja a gente fez uma convocação para a nossa comunidade participar, porque a gente tem uma comunidade grande de ativistas que fazem parte da nossa rede. Tínhamos um grupo no Telegram, onde havia essas pessoas e ali havia a discussão sobre qual que seria a pauta, quem faria, sugestões, distribuição de pautas, uma equipe gerida a partir do Brasil, que fez o acompanhamento sistemático da agenda. Tínhamos os grupos da cobertura colaborativa, que as pessoas se inscreviam a partir do nosso chat, de um site que criamos para a cobertura colaborativa, gente de organização ativista, interessados de maneira geral, que atuam na área, se inscreviam e entravam nesses grupos e aí era de cobertura colaborativa em três línguas: português, espanhol e inglês. Ali tínhamos administradores desses coletivos, que iam ser as pessoas que iam receber esse conteúdo, ou presencial ou online, você mandava sua cobertura nesse chat e ia ter os mediadores, esses administradores, que recebiam o material e organizavam. Trabalhamos com protocolos de envio desse material, você tinha uma metodologia para enviar, com o nome, como creditava. Entendo que crédito foi algo muito potencializado, fazíamos questão «mandem com crédito», para conseguirmos garantir os créditos desses diferentes atores, colaboradores desse processo. Havia um protocolo, tinham as pessoas que administravam essas comunidades, esses grupos e esse material era enviado de maneira sistemática para aquele grupo. A cobertura presencial também,  nós estávamos lá, o Oliver Kornblihtt (fotógrafo) coordena a "Ninja Foto", estávamos também trabalhando essa tecnologia da Ninja Foto presencial com a cobertura colaborativa também, a Ana Pessoa, que coordena o nosso setor de audiovisual, também estava lá, articulando esses coletivos. Foram dias de troca muito intensos ali, quem quisesse participar se inscrevia, participava dos encontros que tivemos presencial durante a COP - antes e ao longo da COP - enviava esse material a partir desse protocolo, enviava para os grupos e a partir dali os administradores distribuíam em canais, a gente tinha canais, onde tínhamos as três línguas, e o conteúdo e as fotos disponíveis para quem quisesse distribuir, divulgar, garantindo os créditos e também nas redes da Mídia Ninja a partir da nossa cobertura feita ali. Foi um processo muito colaborativo, muita gente dentro participando, eu diria, mais de 500 pessoas em todos os grupos.

O motivo de terem vindo para a Europa foi a COP26, mas vocês continuam fazendo viagens, como é a vossa agenda, em que ela está baseada? É na questão ambiental? Ou há outras pautas? 

Não, hoje a gente articula uma floresta ativista no Brasil, que é essa conjunção de redes dos mais diversos temas, que fazem parte desse ecossistema da Mídia Ninja, que a gente chama de "Floresta Ativista". Aqui viemos colocar o nosso radar sobre a Europa, saber o que está acontecendo, o que os movimentos estão fazendo, quais são as agendas emergentes, como os movimentos estão se organizando. Nesse período ainda pandémico, mas pensando já numa pós-pandemia, o que está sendo pensado aqui durante esse período, o que está acontecendo, um radar muito intenso sobre os países. Já circulamos por oito países até aqui, conversamos com muita gente, para compreender, em cada país, o que está pulsando, a conjuntura de cada país. Foi um radarzão que colocámos sobre a Europa pensando, obviamente, na articulação de uma rede global de ativismo, para fortalecer uma série de lutas, entre elas a luta «Fora Bolsonaro», uma construção já pensando a campanha do ano que vem no Brasil. Em Outubro temos eleições no Brasil e para nós é fundamental essa rede articulada que consiga construir um percurso, uma jornada até as eleições. Entendendo que é importante essa conexão que viemos trabalhando há alguns anos, mas também para conseguir manter o processo de visibilidade do que está acontecendo no Brasil, em especial de denúncia. Entendendo que o Governo muitas vezes apresenta uma agenda que é completamente mentirosa do que está acontecendo no Brasil para os países daqui e que muita gente daqui as vezes quer acreditar, então é para fortalecer o processo de denuncia, construir uma rede «Fora Bolsonaro» para o ano que vem, mas também pensando que essa construção é para além disso. Estamos falando num avanço da extrema direita no mundo, vemos o avanço de uma maneira muito forte. Em Paris dois candidatos concorrendo à eleição, fortes, podendo inclusive vencer. Vemos na Alemanha, há muito tempo eles não conseguiam uma cadeira e conseguiram, apesar da vitória do Partido Verde, tem um candidato de extrema direita com cadeira no parlamento alemão. Vemos na Suécia uma preocupação em relação a isso. Vemos uma possibilidade nas eleições de janeiro aqui, essa extrema direita está ganhando mais cadeiras. Vemos um avanço da extrema direita no mundo e para nós a reação tem que ser global, do mesmo tanto que Bolsonaro é fruto de um processo, fruto de um golpe que vivemos no Brasil em 2016, mas que também está associado muito ao que foi o Brexit, ao que foi a eleição do Trump, ao que é o Cambridge Analytica, todo aquele processo que envolve isso tudo. Entendemos que a reação a esse processo tem que ser global e com referências globais e também, em especial, decolonizantes, porque para nós a crise que estamos vivendo é muito profunda, estamos vivendo um momento muito delicado no mundo. No Brasil estamos vivendo uma guerra e o mundo de alguma maneira está caminhando para um processo de polarização muito grande. O Brasil é um dos lugares que vemos de uma maneira abrupta e muito evidente, mas vemos em vários lugares a polarização acontecendo. Então a partir desse processo de troca permanente da Floresta Ativista, juntando esse conjunto de inteligências tão diversos, encontramos respostas para esse desafio tão grande que a gente está vivendo. Assim que pensamos, que é fundamental juntar gente e para nós essa circulação veio mostrar muito que as respostas que precisamos para essa crise elas precisam ser decolonizantes e que as referências teóricas, que foram muitas delas construídas aqui na Europa, muitas delas não respondem ao desafio que estamos vivendo e à crise profunda que estamos vivendo hoje.

Mas como é que você acha que hoje há uma resposta por parte dessa comunidade internacional aos problemas do Sul Global?

 

Primeiro de tudo, acho que essas conexões com os países daqui, com as pessoas daqui, dos que moram aqui também tem sido muito importante hoje para o que estamos vivendo no Brasil. Muitos dos processos que a gente vem conseguindo, e estou falando na área socioambiental por exemplo, que são bons exemplos, vimos conseguindo segurar porque existe uma reação internacional, porque senão a boiada já teria passado completamente. O fato de termos um diálogo com os coletivos daqui, com os movimentos daqui, com as redes daqui, vem conseguindo, por exemplo, segurar ou brecar processos como por exemplo a ratificação do acordo do Mercosul com a União Europeia e isso não foi de graça, foi fruto de luta, de indígenas que vieram para cá fazer denúncia, de coletivos que estão aqui trabalhando, fazendo a denúncia também, então isso não significa que não vai ratificar, significa que muita gente não quer ratificar agora. Essa é uma outra discussão, não quero entrar muito em relação ao acordo em si, mas é para dar exemplos mesmo de como que esse trabalho de articulação, de advocacy, ele vem ajudando a fazer a discussão em relação ao que está acontecendo no Brasil. No ano passado, eles queriam aprovar a lei que autorizava, que legalizava a grilagem, todo mundo estava dando como vencida, a reação dessa articulação que veio daqui, internacional, com o processo de diálogo com os artistas do mainstream - onde entrou Anitta, entrou Bruno Gagliasso, entraram os grandes influencers, com milhões e milhões de seguidores- eles não conseguiram aprovar. Óbvio que tem muita coisa sendo aprovada, a agenda de destruição ela é imensa, ela é multifacetada, mas a reação, as pequenas vitórias que temos conseguido, vem sendo fruto de um trabalho muito intenso com pessoas do Brasil, com a nossa base no Brasil, digo a nossa no sentido amplo, amplo do campo, mas também daqui, também de outros países que vêm sendo fundamentais nesse processo de resistência, que estamos enfrentando nesses últimos três anos e que vem sendo um processo duro e intenso.

 

Mas legalmente como que você acha que, para além dos movimentos sociais, como as nações têm contribuído, vêm intervindo dentro das questões do Brasil?

 Eu diria que elas precisam e não é nem intervir, porque também tem uma preocupação muito forte sobre colonialismo, nós não queremos que eles venham intervir, queremos que eles que legislem direito aqui dentro, que eles construam legislação que proíba a importação de produtos que venham de área indígena, que venham fruto de trabalho escravo, que venham de área desmatada, que eles façam o dever de casa deles, que eles punam as empresas deles que estão lá explorando mineração, que vemos que muitas delas são daqui, têm sede aqui na Europa, que eles consigam punir, criar legislação. Como é que as empresas que estão aqui, que aqui não podem produzir veneno, vão vender para nós lá, na América do Sul? No Brasil sobretudo, que é um dos países do mundo que mais usa agrotóxico. Que eles consigam fazer o dever de casa deles também e proibir essas corporações que têm sede aqui para parar de expropriar os outros países, o que eles podem fazer, uma coisa que os movimentos quando vêm eles cobram é que eles façam o dever de casa deles, a  não queremos que eles fiquem no Brasil dando palpite do que temos ou não que fazer, é importante a denúncia, é importante falar o que está acontecendo lá, o Brasil é um país importante para o mundo, conseguimos em muito pouco tempo se transformar numa quinta economia. Temos uma potência muito grande, o Brasil é importante para o mundo, não precisamos que ninguém fale o que devemos ou não fazer, precisamos que eles parem de dar golpe na gente e que eles criem legislação que garanta que aqui eles não expropriam e garantam a soberania nacional dos outros países, uma relação que seja justa. Sem contar que um dos debates que mais conseguimos ver aqui como um debate que está latejando é sobre a imigração, vemos como que é necessário esses países construírem leis, quem não têm, e políticas anti-racistas. O anti-racismo é uma política estruturante para o mundo, conseguir enfrentar o debate do racismo, punindo como fizemos no Brasil os racistas, quem manifesta o racismo, é fundamental para combater as ondas de extrema direita, porque eles vêm incitando o discurso de ódio, o discurso de racismo, de xenofobia, para conseguir incitar as pessoas daqui que não querem gente de fora, mas o momento que estamos vivendo  no mundo demanda muita solidariedade, é um momento que precisamos nos enxergar enquanto sociedade global, enquanto seres-humanos para conseguirmos enfrentar o problema de maneira coletiva. Esses eventos extremos não sabemos quais vão ser, é uma crise que é económica, é política, é social e ela é climática.

Mas dentro dos limites do Brasil, como pode haver uma proteção institucional da Amazónia, tendo em conta que o governo vai sempre variar? Agora temos o Bolsonaro e depois podemos continuar tendo o Bolsonaro com políticas piores ou outro governo, como é possível proteger a Amazónia dessa fluidez de Governo?

Precisamos de um Estado que além de ter as leis, precisa ter a capacidade de executar as leis e a capacidade de fazer o que IBAMA por exemplo faz, os órgãos de fiscalização, e garantir orçamento para esses órgãos de fiscalização. Nós já fizemos isso no Brasil, não é uma coisa nova para nós, fizemos isso com os últimos governos, o desmatamento no Brasil em determinada época foi reduzido, temos um acúmulo nessa área, não é uma novidade, o Brasil estava na dianteira, estava na vanguarda desse processo, então o dever de casa sabemos fazer. Obviamente que agora o desafio aumentou, porque estamos precisando de respostas novas, novos experimentos, pensando política pública para conseguir garantir não só a preservação da floresta, mas a restauração da floresta, já estamos num ponto que os próprios cientistas falam que não adianta mais só parar de destruir, a gente precisa restaurar. Reflorestamento é uma política fundamental para enfrentar o clima em todos os lugares, a árvore é a tecnologia mais avançada que temos, ela é um ar-condicionado ligado, o que precisamos mesmo é garantir que as políticas públicas funcionem, garantir que o Estado garanta isso. É garantir que a consigamos fortalecer a presença do Estado nesses lugares através da fiscalização, da construção e do fortalecimento de políticas públicas, com recursos e valorização dos povos, que estão ali fazendo a resistência com os seus corpos, estão preservando aquela região, aquelas áreas com os seus modos de vida, os povos indígenas são 5% da população mundial, segundo dados da ONU, e preservam 80% da biodiversidade do mundo, tem melhor guardião do que isso? Tem melhor guardião que os quilombolas que estão ali, vivendo a vida deles sem destruir? Não tem. Eles precisam inclusive ensinar para o mundo como é que se faz isso, como é que preserva.

 

Quais serão os próximos passos da Mídia Ninja enquanto ativismo, enquanto média ativismo?

 

Temos uma série de agendas para começar 2022. Primeiro estamos focados nas eleições de 2022, articulando essa rede global de ativismo pelo "Fora Bolsonaro". Temos uma casa, uma nave, uma grande sede em São Paulo, onde  estamos começando a abrir as portas com todo o cuidado sanitário que a pandemia exige, mas abrindo para essa grande Floresta Ativista começar a fazer seus debates, juntar gente. Para nós é muito importante juntar gente nesse processo, gente dessas mais diversas culturas e inteligências. No ano que vem temos um projeto de circular por 500 cidades do Brasil, um amplo processo de circulação como estamos fazendo aqui também. São 500 cidades ao longo do ano, para avançar nesse processo de escuta e articulação desses diferentes territórios. Achamos que há heróis e heroínas locais pelo Brasil, que estão enfrentando as urgências e arrumando soluções para problemas locais e essas pessoas precisam e podem ser visibilizadas, conectadas ainda mais.