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O que resta da história depois do Alqueva

Destruição de sítios arqueológicos no Alentejo.

António Castelo | antonio.castelo@qinews.pt | 6 Setembro 2018

Os arqueólogos da ERA no sítio arqueológico dos Perdigões, próximo de Reguengos de Monsaraz.

"É como se estivéssemos a pegar fogo a um arquivo".

 

A barragem do Alqueva veio trazer uma revolução no conhecimento arqueológico do Alentejo e de Portugal. Para além do já conhecido megalitismo presente nesta região do país, foram descobertos inúmeros locais romanos, e outros bem mais antigos e que encerram uma história que está ainda por contar.

 

Durante os primeiros anos as obras eram públicas, o que obrigou a um acompanhamento de estudos patrimoniais, que permitiam aos arqueólogos, maravilhados com as novas e incessantes descobertas, fazer pelo menos a salvaguarda pelo registo, estudando os sítios que iam encontrando acompanhando as obras que serviram para levar a água da barragem a vários pontos do sul do país. O que se segue agora é a grande reconversão agrícola na paisagem alentejana.

 

Depois das campanhas do trigo, no Estado Novo, assistimos agora no Alentejo a uma transformação visceral da paisagem, que implica uma lavra profunda das suas terras e que não está a ser devidamente monitorizada, acompanhada e controlada de forma a que se possa salvaguardar a História incontada da região.

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